6ª BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO

out / dez 2005

SALA ESPECIAL ARQUITETO JOEL CAMPOLINA


A 6ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (6ª BIA), principal evento de arquitetura da América Latina, teve entre suas atrações salas especiais de arquitetos brasileiros que trouxeram, ao longo de suas trajetórias profissionais, importante contribuição no campo da arquitetura e do urbanismo. São eles: Carlos Bratke (SP), Eduardo de Almeida (SP), João Carlos Cauduro e Ludovico Martino (SP), Benno Perelmutter e Marciel Peinado (SP), Rosa Kliass (SP), Décio Tozzi (SP), Hector Vigliecca (SP), Paulo Zimbres (DF), Luiz Eduardo Índio da Costa (RJ), Joel Campolina (MG), Campelo Costa, Nelson Serra e Neves e Aída Montenegro (CE), Luiz Forte Netto (PR), Vital Pessoa de Melo (PE), Siegbert Zanettini (SP), Mário Aloisio (AL), Acácio Gil Borsoi (PE) e Joan Villà (SP). O objetivo, de acordo com os realizadores do evento Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e Fundação Bienal de São Paulo é  mostrar a riqueza da produção arquitetônica brasileira. Projetos de diferentes escalas e propostas serão exibidos - de edificações residenciais e comerciais a planos urbanísticos. Todos, porém, convergem para um mesmo ponto: a preocupação com a qualidade dos espaços construídos, que se reflete também no tema proposto pela Bienal, “Viver na Cidade: Arquitetura – Realidade – Utopia”. “A intenção é homenagear esses profissionais que representam a diversidade da produção nacional e atuam em áreas diversificadas, evidenciando a qualidade e a versatilidade da arquitetura brasileira”, diz Gilberto Belleza, que junto com o arquiteto Pedro Cury, divide a curadoria da 6ª BIA.  Nesse sentido, destacam-se profissionais que, em seus projetos, priorizam conforto ambiental, impacto positivo ao entorno e humanização dos espaços, entre outros aspectos.

vista do modelo digital da sala especial Arquiteto Joel Campolina BIA2005
Vistas da instalação de 100m2 da Sala especial Arquiteto Joel Campolina BIA 2005
Participação do Arquiteto na 6ª BIA / out dez 2005

A partir do tema “Utopia e Realidade”, o arquiteto mineiro Joel Campolina, homenageado com uma sala especial,  apresentou textos, maquete e painéis fotográficos , abrangendo 16 trabalhos significativos. A idéia foi registrar um panorama dos seus 30 anos de carreira. Além disso, durante a 6ª BIA, o arquiteto lançou um livro- catálogo de 60 páginas sobre os projetos expostos além de outros. Entre eles, o seu projeto para o Planetário de Belo Horizonte (2001) o edifício Serramares (1984), vencedor do Prêmio Destaque Obra Construída, na 2ª Bienal Internacional de Arquitetura, e sua proposta para o Museu Egípcio do Cairo (2002), incluido na publicação oficial do evento com distinção do juri internacional.  A Bienal sempre, em todas as suas edições, homenageia arquitetos brasileiros renomados, através de uma amostragem da produção arquitetônica de todas as regiões do país. Todos esses arquitetos discutiram sua obra, em palestras especialmente programadas. O Encontro com o Arquiteto Mineiro Joel Campolina ocorreu dia 16 de Novembro, as 20:30 horas , no Pavilhão da Bienal,  tendo o arquiteto Igor Guatelli como mediador.

O foco da 6ª BIA foi sobre as edificações, mas indo além das habitações, considerando também suas extensões e os complementos urbanos necessários. “Queremos mostrar que a arquitetura não é exclusividade das elites, como se pensava no passado, mas um serviço que está ao alcance de todos. A idéia é que as pessoas percebam como as edificações e, por conseqüência, as cidades, ganham qualidade quando passam pela intervenção de um arquiteto”, acrescenta Pedro Cury, que junto com o arquiteto Gilberto Belleza responde pela curadoria da 6ª BIA.Os curadores explicam que o papel da arquitetura é o de propor soluções para organizar os espaços urbanos, harmonizando o caos e as contradições das cidades. “Para isso, é preciso conciliar a realidade, decorrente do crescimento desordenado, e a utopia, que é o pensar idealizado e uma alavanca para o progresso da humanidade”, justifica Cury. Na última edição da BIA, 60% do público era formado por não-arquitetos e, de acordo com Gilberto Belleza, neste ano, o evento continuou dialogando com essas pessoas. Por isso, “esta Bienal privilegiou um caráter mais didático, do que de vanguarda. As obras foram escolhidas pelo seu valor arquitetônico e por serem mais próximas da nossa realidade”, comenta. Para auxiliar a compreensão e a visualização dos projetos, nessa edição a mostra contou com um número inédito de 250 maquetes.

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